Cantiga de acordar

Piauí é um dos estados mais pobres do Brasil. Também é uma palavra de 5 letras e 4 vogais. João acordou com esse nome na cabeça e decidiu que esse seria o nome da sua revista.
A piauí tem 64 páginas, poucas, mas cheias de linhas de artigos. Numa época de “snack culture”, causa estranheza ver páginas inteiras cobertas por uma grande quantidade de palavras e poucas imagens. Textos de nomes consagrados do jornalismo, escritores iniciantes e até sem nenhuma assinatura.
Ela fala de tudo. E como eles mesmos dizem, “valem todos os temas, desde que tratados com inteligência: esporte, saúde, política, arte, odontologia, telenovelas. Até a tolice, se tratada com inteligência, melhora um pouco”.
Na edição de março, tem um texto falando de uma estranha doença que mata de insônia os membros de uma família italiana quando chegam à faixa dos 40 anos. Também tem os quadrinhos do Art Spiegelman, o único quadrinista a ganhar o Pulitzer de literatura. E o perfil da família Gomes, do Ciro, o deputado federal mais votado do Brasil. Uma verdadeira oligarquia. Apesar disso, a piauí não tem posicionamento político. Ela apenas quer contar histórias com bom humor.
Histórias de gente anônima ou conhecida, bacana ou velhaca, inteligente ou mentecapta. Do trabalho delas, dos seus amores, das suas alegrias e das coisas que lhe interessam.
Pra ler, guardar e lembrar sempre.



1 comentários:
Também não conhecia a revista até 1 mês atrás, quando fui na banca e "arrisquei" comprar uma. Muito boa!!! De cara dá pra ver a diferença quando uma revista é feita com cuidado. Já está na minha lista das favoritas =)
Postar um comentário