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segunda-feira, setembro 10, 2007

Stop Squirming













Às vezes um site bem humorado sobre roupas íntimas marca mais do que um catálogo tradicional de produtos, ou que um hotsite recheado de gente bonita e design erotizado.

StopSquirming é a campanha da Jockey contra roupas íntimas de má qualidade.

Engraçado!

terça-feira, abril 24, 2007

Paratodos



Fato. A moda é um negócio. E pra se vender, ela se vale de tendências que vão e vêm mais rapidamente do que as modelos nas passarelas. Não apenas tendências puramente estéticas, mas também, mercadológicas.

No Fashion Marketing 2007, muito se falou de alguns artifícios que as marcas têm se utilizado tanto para aumentar o consumo quanto o culto aos seus nomes. Algumas dessas você já deve ter visto, mas talvez não soubesse que já eram um conceito com nome e tudo no mundinho fashion... veja só:

Masstige ou mass prestige: a massificação do prestígio das grandes marcas, através da oferta de produtos mais acessíveis, como pequenos acessórios. Assim, a consumidora que não tiver US$ 1.650 para gastar em uma bolsa Marc Jacobs chiquérrima, pode pagar módicos US$ 58 por um guarda-chuva Marc by Marc Jacobs ou US$ 5 por um porta-band-aid.

Crossbranding: união de marcas populares a marcas mais sofisticadas, ou seja, roupas com "assinatura" e preço mais acessível. Aqui no Brasil, já teve C&A by Marcelo Sommer e Zêlo by Alexandre Herchcovitch.

Fast-fashion ou coleções cápsulas: como já foi dito antes, é a tendência das marcas lançarem pequenas coleções pelo ano, ao invés das habituais coleções de verão e inverno. É um conceito em alta principalmente nas grandes lojas como Zara e H&M que aproveitam o burburinho dos desfiles e lançam peças bem parecidas com as produzidas pelos designers, mas com preços mais compatíveis com o bolso do consumidor "normal". Peças quase descartáveis, por sinal.

Tudo isso pra democratizar mais a moda e trazer um pouquinho de glamour aos pobres mortais...

Quer saber mais?
Você é o que você compra | Glamurama
Moda - Update or Die
Oficina de Estilo

segunda-feira, abril 02, 2007

Macromistificação


A maior tendência atualmente é a de se identificar novas tendências.

Essa foi uma das palavras ditas na terça-feira, dia 27 de março, no Café Sociológico promovido e realizado pelo Observatório de Sinais, em São Paulo, cujo tema foi Macrotendências ou "Macromistificação"?.

Na reflexão realizada por Dario Caldas, Kathia Castilho (doutora em comunicação e semiótica, PUC-SP) e Sérgio Lage (mestre em sociologia do consumo, USP), falou-se sobre a confusão acerca do conceito macrotendência, que, por vezes, é utilizado para designar tendências de moda, ou ainda grandes tendências, banalizando e menosprezando a difícil tarefa dos profissionais de pesquisa. Esse é um dos sinais da esfera de superficialidade do “snack culture”, cuja instabilidade e constante transformação, na verdade, desafiam grandes marcas e agências de publicidade, que têm apostado no CGM como uma boa alternativa – apesar de também haver aqui certa confusão (aliás, esta foi uma questão bastante discutida no PRÓXXIMA 2007 e em quase todos os grandes blogues de comunicação – vale conferir aqui).

É importante para um profissional identificador de tendências (ou melhor, identificador de sinais), o mapeamento, a genealogia das tendências, pois o ponto de referência, ou o sentido, só aparecerá a partir do momento em que haja relação/junção dos sinais. Usando o mesmo exemplo do Caldas, é como naqueles livros infantis de desenho: o urso só ficará visível se os pontinhos forem ligados corretamente.

Não se deve confundir desejos com tendências. Quem aí deseja ter um Iphone? Pois é, eu também, mas não é por isso que se cria uma macrotendência de "vendas de Iphone".

Essa identificação de tendências exige método, ou seja, não há espaço para “achismo”: macrotendências funcionam sobre temporalidades longas, devem ser entendidas como fluxos (e não ciclos), são resultado de uma teia de significações e sua força se faz por meio de sua capacidade de contar uma história, de ser relevante.

Pode-se dizer também que macrotendência é a produção articulada entre a vida social e o mercado, é algo entre o real e o ideal, com conteúdo criativo. Preste atenção! Eu disse vida social. É o “paradoxo das conseqüências” de Weber: apesar da reclusão ser uma das características do fenômeno WLM, ORKUT, BLOGUES, MMORPGs e afins, quanto mais tendemos ao individualismo, mais precisamos de afeto.

Vivemos no momento das microrevoluções: think global, act local, por favor!

Comportamento fica para outro post.

domingo, março 25, 2007

A mais bonita

Estar na moda é pertencer a um grupo. E não estar também é. Poucas coisas além dela diferenciam tanto as diferentes “tribos” e estilos de vida que existem por aí. Se antes as roupas eram usadas apenas para nos proteger do frio, hoje elas são símbolos de status, um item para ser ou não “aprovado”.

Porque a moda é a melhor maneira não-verbal de identificar um indivíduo, de descobrir sua personalidade, sua posição na sociedade. Uma linguagem composta de sinais, símbolos e ícones, como marcas, cortes de cabelo e estampas. Exatamente por isso, ela se apropria de temas de diversas áreas humanas, da música, artes plásticas, passando por tecnologia, gastronomia e até política.

Uma das formas de expressão humana que melhor refletem a nossa cultura. Tudo muda, muito rápido. As coleções são trocadas duas vezes por ano (o que já se estuda abolir, como a Zara, que produz novidades a cada 2 semanas), o que é bonito vira feio em meses, semanas... O que há de mais ansioso e imediatista no pós-modernismo está na moda. A sua atualização constante é sua força motriz, ela precisa se reinventar sempre para sobreviver. É o maior exemplo das mudanças pelos quais passamos constantemente, do “caldo cultural” em que mergulhamos.

Eco-friendly, hippie-chic, bio-artificial, minimals, grups... os rótulos mudam e se ramificam em diversos outros estilos. E acabam por retornar à fonte em que beberam, influenciando e se confundindo com a própria filosofia de vida atual.

Até onde a moda será capaz de se reinventar?



Quer saber mais?
What is Fashion? | Fashion Era
Marketing de Moda
Fashion Bubbles
Fashiontribes.com