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quinta-feira, setembro 20, 2007

Com internet ninguém é burro












Sobre o iPod touch, sobre mobilidade, e sobre como devemos nos acostumar a pensar na internet longe do contexto desktop:

"Com isso, a internet torna-se uma extensão de quem nós somos, das nossas habilidades e capacidades. Qualquer um de nós, na internet, somos semi-especialistas em qualquer coisa. Durante um papo sobre futebol, enquanto conectado, eu sei exatamente todos os resultados das últimas copas. Sem internet, não sei."

Mais no Prática, por Gilberto Jr.

Update:
Mais um pouco nesse divertido post do powerfreakgirls.

sexta-feira, agosto 03, 2007

A bolha do Second Life

Há tempos eu não voltava ao Webinsider, por ter sentido que os textos mais recentes vêm assumindo forte caráter de "auto-ajuda da internet" (ou "guia prático de como sobreviver online"), deixando de lado a natureza crítica e a abordagem de assuntos inovadores que possuía antigamente.

Mas hoje, olhando o feed do site, encontrei o texto "Second Life: muito barulho por (quase) nada", do Juliano Spyer. Muito bacana! Acho que a mídia está começando a enxergar algo que sempre defendi calado, com medo de parecer anti-evolucionista ou conservador: a internet não está pronta para o Second Life e o Second Life não está pronto para a internet.

O problema fica mais óbvio quando olhamos para o mercado brasileiro. As grandes empresas têm investido rios de dinheiro em uma plataforma de baixíssima audiência, simplesmente pelo hype (já não tão hype assim) de estarem lá dentro. Novos projetos são criados, novos profissionais contratados; mas as pessoas - tirando os raros aficcionados - não vêm graça alguma naquilo tudo. Uma mini-bolha na internet. E o SL em si, vamos combinar: está longe de ser minimamente usável pelos modems de 256kbps que temos no Brasil.

Uma grande mudança precisa acontecer para o Second Life emplacar.

(O texto do webinsider faz referência a esse outro texto aqui, do Chris Anderson - autor do excelente The Long Tail)

Update: a Wired também publicou um ótimo artigo sobre o assunto.

terça-feira, julho 24, 2007

Did you know?

Acho que o filme abaixo diz muita coisa sobre a realidade que estamos vivendo e ajudando a construir:
Shift Happens

quinta-feira, maio 31, 2007

Internet 3D












Imagine um site 3D, onde você "anda" entre uma página e outra, preenche formulários "reais" e faz tudo o mais que é possível fazer em um site 2D. Tcha-nam!

Seria o eixo entre o Second Life e as páginas HTML? A fusão de redes sociais e navegação online? Um PS Home com sites ao invés de games? Ou não?

terça-feira, abril 24, 2007

Paratodos



Fato. A moda é um negócio. E pra se vender, ela se vale de tendências que vão e vêm mais rapidamente do que as modelos nas passarelas. Não apenas tendências puramente estéticas, mas também, mercadológicas.

No Fashion Marketing 2007, muito se falou de alguns artifícios que as marcas têm se utilizado tanto para aumentar o consumo quanto o culto aos seus nomes. Algumas dessas você já deve ter visto, mas talvez não soubesse que já eram um conceito com nome e tudo no mundinho fashion... veja só:

Masstige ou mass prestige: a massificação do prestígio das grandes marcas, através da oferta de produtos mais acessíveis, como pequenos acessórios. Assim, a consumidora que não tiver US$ 1.650 para gastar em uma bolsa Marc Jacobs chiquérrima, pode pagar módicos US$ 58 por um guarda-chuva Marc by Marc Jacobs ou US$ 5 por um porta-band-aid.

Crossbranding: união de marcas populares a marcas mais sofisticadas, ou seja, roupas com "assinatura" e preço mais acessível. Aqui no Brasil, já teve C&A by Marcelo Sommer e Zêlo by Alexandre Herchcovitch.

Fast-fashion ou coleções cápsulas: como já foi dito antes, é a tendência das marcas lançarem pequenas coleções pelo ano, ao invés das habituais coleções de verão e inverno. É um conceito em alta principalmente nas grandes lojas como Zara e H&M que aproveitam o burburinho dos desfiles e lançam peças bem parecidas com as produzidas pelos designers, mas com preços mais compatíveis com o bolso do consumidor "normal". Peças quase descartáveis, por sinal.

Tudo isso pra democratizar mais a moda e trazer um pouquinho de glamour aos pobres mortais...

Quer saber mais?
Você é o que você compra | Glamurama
Moda - Update or Die
Oficina de Estilo

terça-feira, abril 17, 2007

Você acredita no Second Life?


Hoje cedo o IG reuniu algumas pessoas do mercado publicitário brasileiro para anunciar oficialmente a chegada do Second Life no Brasil. Aqui em nosso país teremos a primeira adaptação do programa para o idioma local, tutoriais de como usar desenvolvido de acordo com hábitos de navegação do brasileiro, possibilidade de comprar "Linden" por boleto bancário ou cartão de crédito nacional, entre outras coisas.

Durante o evento, e conversando com as pessoas que lá estavam participando comigo, alguns questionamentos foram feitos que implicariam no sucesso ou não do programa aqui no Brasil. Como não sou jornalista e não precisaria ser imparcial ou apenas informativo, vou dar minha opinião.

Como profissional de web, que atende contas online, questiono pontos como:

- Para entrar no Second Life é necessário um bom computador que atenda várias especificações, pois do contrário você corre o risco de ser uma mancha cinza olhando para vários polígonos cinzas. Se no Brasil ainda temos uma barreira de internautas com acesso a banda larga, quem dirá usuários com computadores como os necessários.

- Suponhamos que eu trabalhe na agência que atenda a conta do banco HSBC, e imaginemos que esse banco seja detentor da cota única do seu segmento nos Estados Unidos, com uma campanha toda desenvolvida nesse mundo virtual. Se aqui no Brasil o dono da cota única for o Bradesco, como faço uma campanha mundialmente alinhada? O Second Life não é um programa globalizado?

- Segundo os palestrantes, 41% do público é formado por mulheres, e ainda a média de idade dos usuários é de 33 anos. Se, como eles mesmos explicam, não são necessários muitos dados para cadastro e o programa proporciona você ter a liberdade que quiser em um outro mundo, como saber se esse público é realmente quem diz ser? A propaganda vai atingir quem ela acha que está impactando?

Entre outros pontos, esses já são suficientes para eu não me sentir seguro em oferecer aos meus clientes. Não posso dizer que não vai funcionar, mas pelo menos por enquanto me parece que tem mais impecilhos do que propulsores para essa "rede de relacionamento" ir para frente.

Pessoalmente, como consumidor que tem atividades cotidianas e será alvo do Seconde Life, devo admitir que tenho receio de encontrar alguém beijando o monitor e com tendinite por esforços repetitivos. Eu realmente espero que as pessoas prefiram andar de bicicleta a sentar no computador para comandar um avatar num mundo imaginário. Me assusta pensar no Second Life como um "outro mundo para você fazer o que quiser e diferente de um game". Se fosse um game, estaria mais tranquilo pois sei que seria para entrar, jogar, se divertir e sair para namorar.

(Essa história toda me lembrou um episódio de South Park que eles definham em frente ao computador para ganhar o jogo. O original foi retirado do YouTube, mas dá para ter uma idéia aqui)

segunda-feira, abril 16, 2007

Joost revolucionando a internet

Print screen do Joost


Há alguns meses muito tem se falado sobre o Joost, que, resumidamente, é um programa de transmissão de imagens de TV pela web. A vantagem que esse serviço tem em relação a sites como o YouTube é o fato dele respeitar direitos autorais, pois com isso conquistou a empatia de transmissoras como a MTV, que já fechou parceria com o serviço.

Hoje recebi um e-mail do serviço em resposta a minha inscrição de meses atrás para testar o programa. Impressionante. Não havia dado devida importância, e nem acreditava muito nas pretenções dos idealizadores, mas devo admitir que prende atenção, surpreende pela qualidade da imagem e empolga pensando que a TV vai ficar mais próxima do meu cotidiano.

Já existem vários canais disponíveis, como a MTV já citada, e tenho certeza que não demora muito para outros ganharem espaço nesse programa. Resta descobrir como a propaganda vai se comportar nesse serviço. Quem tem idéias para utilizar o Joost como nova mídia?

quarta-feira, abril 04, 2007

Com açúcar, com afeto



Foi nas grandes cidades que o conceito de “Third Place”, o terceiro lugar para se estar, depois da casa e do trabalho, fez sucesso. Com a falta de tempo, a violência e as longas distâncias separando as pessoas, locais como bares, cafés e até salões de beleza se tornaram essenciais para que as pessoas pudessem conviver e trocar experiências.

Na época atual, o “Third Place” parece ter se mudado para o mundo virtual, com o uso cada vez maior de e-mails e comunicadores instantâneos. Apenas parece, porque a marca que ajudou a difundir esse conceito no mundo inteiro prova que ele ainda é um modelo de negócios de sucesso.

A Starbucks surgiu com o lema de ser o local em que as pessoas pudessem se socializar e encontrar um senso de comunidade fora dos lares e dos escritórios. Por isso é que as lojas são todas desenhadas para dar o máximo de conforto possível e que os funcionários são treinados para atender com a maior presteza.

A sua filosofia é baseada no respeito aos relacionamentos, não apenas com clientes e parceiros, mas também com os seus fornecedores e funcionários. Relacionamentos lucrativos que movimentam vendas de mais de US$ 7,5 bilhões ao ano, e que em 14 anos, fizeram as ações valorizarem em cerca de 6.000%.

Números impressionantes que poderiam ser citados por horas... É por tudo isso que ela é a maior rede de cafeterias do mundo, com mais de 13 mil pontos espalhados em 39 países. Howard Schultz, presidente da companhia, espera que esse número chegue 40 mil até 2012.

Basta visitar uma das 3 lojas no Brasil pra ver que ele não está brincando...

Quer saber mais?
Starbucks | Dicionário das Marcas
Starbucks | Central de Cases ESPM
The Third Place

domingo, março 11, 2007

Amor barato

Antigamente, o máximo de personalização que um consumidor podia ter em relação a um produto era escolher as cores dele, ou quem sabe, um ou outro acessório diferente. E então veio a Apple e transformou o que era uma tendência em realidade, com seus I-mac’s, I-pod’s e I-tunes. E assim, ela solidificou a sua filosofia de inspirar a criatividade e a singularidade de cada um.

Ela e outras marcas perceberam a necessidade das pessoas de se sentirem como indivíduos únicos. Desde então, muitas outras aderirem à tendência de incentivar os consumidores a interagirem com a marca. Primeiro com os produtos, depois com ações promocionais do tipo culturais até chegar a própria mídia. Hoje em dia, a participação do público chegou até a criação dos próprios comerciais das marcas. É o tal do CGM, CGC e outros “C” que têm ditado as últimas tendências de comunicação.

Mas até que ponto os consumidores são realmente são responsáveis por esse conteúdo e os tais “donos da festa”? Será que essa aparente boa-vontade das marcas não seria mais um dos artifícios marketeiros para trazer mais venda, dando aos clientes à falsa sensação de que eles são os principais criadores e responsáveis pelos produtos?

Por mais que a individualidade (?) seja um conceito up to date do marketing, as pessoas continuam consumindo, o que os poderosos querem que elas consumam” (1). Quando a Nike convida os consumidores a criarem seus próprios tênis, customizando os modelos através do NikeID, ela apenas muda a forma como os consumidores podem adquirir o produto. Ou quando a Dove dá a chance de “mulheres reais” participarem de seus comerciais, ela apenas muda os personagens de sua campanha em prol de um novo posicionamento.

Então, talvez essa necessidade de individualidade, ao mesmo tempo que é uma tendência real, também existe dentro de um limite. A participação do indivíduo no consumo talvez seja apenas uma sensação ilusória de liberdade criativa, visto que interagimos a partir de um modelo semipronto. E quando o fazemos também é baseado sobre um ponto-de-vista já influenciado por um pensamento produzido pela indústria de cultura e entretenimento.

Será que estamos mesmo no controle?

Quer saber mais?
(1) "O marketing pós-moderno" | Fred Tavares
How to crash the party | brandchannel.com
Brands and CGM | cgm

segunda-feira, março 05, 2007

Trocando em miúdos

Falta tempo, falta espaço e às vezes, falta vontade mesmo pra absorver a enorme quantidade de informação que trafega por aí. Da mesma forma que em um gigantesco buffet de self-service, muitas vezes, ficamos perdidos com o tanto de conteúdo gerado, seja na TV, nas revistas e principalmente na Internet, onde o caráter interativo da nova web faz com que esse conteúdo seja produzido tanto pela mídia quanto pelo usuário.

É tanta informação que fica difícil filtrar tudo isso, que dirá se aprofundar em algum tema. Talvez seja por isso que Snack Culture é uma tendência que já virou um estilo de vida, não apenas para os neuróticos por internet, mas também para os consumidores em geral.

Na prática isso representa uma forma de consumir tudo em pequenas quantidades, nesse caso, não apenas produtos, mas principalmente notícias, cultura e entretenimento. E isso de uma forma quase desenfreada, das manchetes dos jornais que lemos rapidamente, até o "zapear" do controle remoto da TV.

Uma solução para o problema trazido pelo excesso de informação em comparação ao tempo disponível, que trouxe a necessidade de tudo ser resumido, sintetizado para que se pudesse consumir a maior quantidade possível de conteúdo e cultura.

Apenas mais uma conseqüência do pós-modernismo, em que um indivíduo fragmentado e sem identidade, dissociado de seu passado e duvidoso quanto ao seu futuro é jogado em uma corrente de informações, sem muito referencial para separar o que é bom do que não é, e se vê obrigado e consumir tudo desordenadamente na busca do seu centro.

Se por um lado, ela permite que se conheça um pouco o assunto antes de perder tempo e energia se aprofundando em coisas inúteis e realmente se focar no que interessa, por outro, pode ser apenas uma forma mais enfeitada de nomear uma forma superficial de ver as coisas.

Cabe a cada um escolher a melhor opção no cardápio que lhe é oferecido e decidir o seu jeito de consumi-lo.


Quer saber mais?
Snack Attack! | Wired
Snack Culture. Aceita? | Update or Die
Pós-modernismo | Wikipédia
Identidades culturais na pós-modernidade | BOCC