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quinta-feira, novembro 01, 2007

Nintendo: Ad Age's Marketer of the Year

Concorrendo com nomes como Apple, Al Gore, Nike e Unilever, a Nintendo levou o primeiro lugar no ranking Marketer of the Year promovido pela Advertising Age.

Para entender como o lançamento do Wii "não só reviveu uma empresa, mas também revigorou uma indústria inteira", leia o texto na íntegra.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Na correria

As corridas corporativas viraram um grande negócio. Isso não é de hoje. Arrisco até a dizer que está um tanto quanto banalizado. É corrida dos bombeiros, de supermercado, de crianças, não vai demorar para uma corrida com os totós!

Pelo menos quanto a publicidade as empresas tem sido criativas. E a Nike, pra variar, consegue se destacar. Tudo certinho, direção de arte correta, estratégia de divulgação contemplando blogs (e blogueiros), enfim... The hole package!!!



Só que a mesma Nike foi muuuuuito mais criativa e ousada ao divulgar uma prova/balada em Londres, a Nike Supersonic. Criatividade até para se inscrever: ninguém compra o direito de correr, você conquista sua participação (e ainda leva mais duas pessoas) através de uma divertida competição pela cidade. Show!



Via Adverblog

segunda-feira, setembro 17, 2007

Eles já foram além

O texto do Fabrício abaixo merecia uma continuação. Porque não trata apenas de um prêmio pela conquista da lua.

Esta é a segunda iniciativa da XPrize, uma organização financiada por malucos que dão dinheiro a quem conquistar feitos memoráveis. Foi assim em 4 de Outubro de 2004, quando o SpaceShipOne decolou no deserto de Mojave, tornando-se a primeira aeronave a circular 100 km acima da superfície da Terra, duas vezes em um espaço de duas semanas.


Agora o Google vem com essa. Que beleza! É mais uma iniciativa do bem!

Não vou entrar na discussão “mas toda empresa que investe nesse tipo de iniciativa espera algo em troca”. Até porque eu acho que é melhor fazer esperando algo em troca do que não fazer $%&@# nenhuma! (putz, já entrei...).

Mas não foi o mesmo Google que resolveu dar US$10 milhões pra quem pesquisar e descobrir novas tecnologias sobre carros elétricos? Aqui no AdRulez inclusive escrevemos sobre o chamado “marketing social”.

Eu fico muito feliz em ver iniciativas como esta, que extrapolam as ações de responsabilidade social. Pode soar perigoso (e merece outro post), mas cada vez mais perco a fé no governo para acreditar meu destino a empresas que buscam algo melhor pra todos nós.

Conheça outras iniciativas bacanas

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Recycle Bank
Ello Mobile
Velib
Sustentabilidade no Springwise

quinta-feira, agosto 02, 2007

Que fique assim!

A DoCoMo, empresa japonesa de telefonia celular acaba de lançar uma tecnologia de holografias que, segundo eles, estará no mercado em 3 anos. Alguém lembrou da Princesa Léia?



Seguindo a linha inusitada, a Philips começou a apresentar no Brasil a TV 3D. Quem teve a chance de ve-la diz que é realmente bacana, pois você não precisa de óculos para ver o efeito.



Só espero que o avanço tecnológico pare por aí, apenas com imagens que saem das telas. Não gosto nem de imaginar o que poderia acontecer no futuro ao assistir um brilhante classico da Brasileirinhas.

quarta-feira, julho 11, 2007

O que é efetividade?

Fiquei intrigado com uma coisa: uma empresa cria um hotsite para o divulgar condição de patrocinadora do Pan. Mais uma ação de CGM. Vamos todos participar!



24 vídeos são “uploadados” e 7 mil votos são dados. Essa foi uma ação de sucesso? E por favor, não é uma pergunta cheia de ironia e crítica, mas me pergunto se não nos deixamos levar por modismos...

Alguém se lebra da ação de Halls? Não lembro exatamente quantos, mas foram poucos vídeos criados, de qualidade questionável. Vejam no site, nunca foi tão fácil ganhar um iPod.

Então fica a dica: quer ganhar um presentinho fácil fácil? Tente essa promoção da Sadia.

quinta-feira, junho 21, 2007

O leão vs o resultado

Os leões começam a rugir em Cannes. Quase que simultaneamente, surgem as primeiras discórdias a respeito da peça "x", do conceito "y" e assim vamos. Veja que até a publicidade brasileira ficou com ciúmes e entrou na moda da chamada "chupada", "chupinhada" e afins.

A coisa chegou a tal ponto que a frase que eu mais leio por aí é a manjadíssima "na publicidade nada se cria, tudo se copia". Mas até que ponto podemos considera-la aceitável?


  • Se vai dar certo pro cliente, vale copiar?
  • Será que a gente não é muito bitolado, a ponto de achar campanha do paquistão copiando campanha da Nova Guiné?
  • Essas duplas malditas deveriam ser punidas com um escalda pé em fritadeira de batata-frita!?
Não sei, ainda não tenho opinião formada. Se como publicitário gosto de um trabalho bem planejado, que reverte para a força da marca, por outro lado, como cliente, tenho que dar suporte e girar as vendas no varejo.

Bom, é como mamãe dizia: "mais vale um leão na jaula do que um gatinho no telhado". Hein??!

terça-feira, junho 05, 2007

Dia Mundial do Meio Ambiente

Hoje, dia 05 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente (e da Ecologia também).

Aquecimento global, preservação, veganismo, educação ambiental, sustentabilidade, desmatamento, fome, extinção, Earthlings, Bush e o CO2...

Ufa! É assunto demais para um post só, por isso resumirei tudo com este vídeo que recebi há pouco:


Essa garotinha, chamada Sevem Suzuki (13 anos), surpreendeu os 180 representantes de países do mundo todo que estavam na ECO 1992, no Rio de Janeiro e, mesmo depois de 15 anos, todas as palavras de seu discurso permanecem extremamente pertinentes.

Pare e pense, por favor. Coisas bobas, como desligar seu computador enquanto sai para almoçar, já ajudam bastante.

Aproveitando o assunto ‘eco-banaca’, que inclusive já falamos por aqui, viram as promessas da Coca-cola? Num projeto junto à WWF, a empresa se comprometeu a neutralizar o impacto ambiental que provoca através da redução do volume consumido atualmente e da reciclagem da água aplicada na produção.



Mais:

CEMPRE – Compromisso empresarial para a reciclagem

Pesquisa revela causa da crescente extinção de anfíbios no mundo

segunda-feira, maio 21, 2007

Classes C e D na blogesfera


Será lançado oficialmente amanhã Foi lançado oficialmente, no dia 22/05, o site Notícias de uma Compradora, criado pela Ponto Branding Promotion (dona também do AdVertigo).

O blog pretende trazer aos leitores, diariamente, relatos de compradoras das classes C e D.

Três posts já estão no ar e cada um deles mostra as diferentes características de comportamento de compra de Karina, Elaine e Fátima, todas diaristas.

Boas referências para profissionais de marketing promocional e outras áreas do grande varejo.

Dica da Viviani Tacila.

quinta-feira, maio 17, 2007

Flor da idade



Na obra Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley criou uma sociedade futurista dominada por membros de uma elite chamada alfa. Eles eram geneticamente alterados para serem mais desenvolvidos fisica e intelectualmente. E ao contrário dos betas, gamas e deltas, eles tinham melhores empregos, compravam o que queriam e governavam todos os setores da sociedade...

Atualmente, existe um novo termo para denominar a nova geração de mulheres maduras e auto-sustentáveis: mulheres alfa. Elas combinam a agressividade da luta feminista dos anos 60 com a feminilidade daquelas que nos anos 90 queriam mais era casar, cuidar da aparência e voltar à essência de madame dona-de-casa.

Por isso tudo, elas são as novas queridinhas da publicidade. Com seu alto poder de compra e de influência, estima-se que em 20 anos, elas serão responsáveis por mais de 60% da riqueza da Inglaterra. E quem está aproveitando são as empresas de cosméticos, principalmente aquelas que têm produtos de beleza que prometem manter a juventude após os 40.

Tanto no Brasil quanto lá fora, elas têm feito sucesso com anúncios que primam por demonstrar a eficácia do produto através da imagem de mulheres famosas e anônimas, que milagrosamente, têm a sua pele rejuvenescida.

Mas uma marca canadense chamada Reversa inovou e criou uma campanha que prioriza outros resultados, ou como eles dizem, efeitos colaterais e é totalmente voltado para esse público.
Realmente, é pra mulher alfa nenhuma botar defeito...

Quer saber mais?
Artigo: Quem é essa mulher? | Época
As de 30 eram as balzaquianas, as de 40 são as alfas | Marketing de Moda

segunda-feira, maio 14, 2007

Os Sete Encartes Capitais

Ok, o título doeu, mas vai melhorar...

Uma das vantagens de trabalhar em marketing é ser paparicado. Recebo várias revistas no escritório. Algumas eu adoro. Outras quem aproveita é minha sogra...

O fato é que ontem tive o prazer de abrir a Cláudia, da Abril. E lá dentro tinham 7, “SETE” encartes de diferentes empresas, de diferentes formatos, com diferentes approachs a uma "mesma" consumidora (editoras pensam assim, tadinhas).

A primeira coisa que pensei foi: “que coisa mais chata...” antes do eu-marketeiro questionar: “será que estas ações são efetivas?”. Não quero tirar conclusões preciptadas, mas um encarte desse não é barato! E no meio de tanta informação, será que o encarte não se perde!?

Pra piorar, enquanto escrevia este texto, li aqui sobre outro triste momento da propaganda brasiliera.

Isso é falta de estratégia. Fazer um ppt em março traçando ações sazonais por conta do calendário promocional não é estratégia de marketing. Aliás, que tal a gente exaltar não só os grandes criativos, mas também os grandes planejadores de marketing?!

Aliás, onde estão eles? Aliás, eles existem?

Se você conhece um grande planejador de marketing, apresente-me por favor. Quero uma foto, um autógrafo e um fio de cabelo.

Quer mais?
Conheça bons marketeiros aqui e sugira outras boas palestras nos comentários.
Ken Schmidt – Make Some Noise
Seth Godin - Greater Talent Speakers Bureau

terça-feira, abril 24, 2007

Paratodos



Fato. A moda é um negócio. E pra se vender, ela se vale de tendências que vão e vêm mais rapidamente do que as modelos nas passarelas. Não apenas tendências puramente estéticas, mas também, mercadológicas.

No Fashion Marketing 2007, muito se falou de alguns artifícios que as marcas têm se utilizado tanto para aumentar o consumo quanto o culto aos seus nomes. Algumas dessas você já deve ter visto, mas talvez não soubesse que já eram um conceito com nome e tudo no mundinho fashion... veja só:

Masstige ou mass prestige: a massificação do prestígio das grandes marcas, através da oferta de produtos mais acessíveis, como pequenos acessórios. Assim, a consumidora que não tiver US$ 1.650 para gastar em uma bolsa Marc Jacobs chiquérrima, pode pagar módicos US$ 58 por um guarda-chuva Marc by Marc Jacobs ou US$ 5 por um porta-band-aid.

Crossbranding: união de marcas populares a marcas mais sofisticadas, ou seja, roupas com "assinatura" e preço mais acessível. Aqui no Brasil, já teve C&A by Marcelo Sommer e Zêlo by Alexandre Herchcovitch.

Fast-fashion ou coleções cápsulas: como já foi dito antes, é a tendência das marcas lançarem pequenas coleções pelo ano, ao invés das habituais coleções de verão e inverno. É um conceito em alta principalmente nas grandes lojas como Zara e H&M que aproveitam o burburinho dos desfiles e lançam peças bem parecidas com as produzidas pelos designers, mas com preços mais compatíveis com o bolso do consumidor "normal". Peças quase descartáveis, por sinal.

Tudo isso pra democratizar mais a moda e trazer um pouquinho de glamour aos pobres mortais...

Quer saber mais?
Você é o que você compra | Glamurama
Moda - Update or Die
Oficina de Estilo

quarta-feira, abril 11, 2007

SP, capital do Cinema


É bastante simples: você compra um ingresso para qualquer sessão no próximo domingo (15/04), e, nesse mesmo dia, na segunda (16/04) e na terça-feira (17/04), você só paga R$ 3,00 por QUALQUER filme que quiser assistir.

Idealizado pelo SEECESP - Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas de São Paulo, o projeto São Paulo no Cinema contará com 297 salas de projeção, quase todas da cidade, e foi chupinhado diretamente da França.

Para os cinéfilos, será como açúcar no formigueiro.

Apesar de ser um projeto muito interessante e motivo de grande orgulho por parte de seus idealizadores, por que não é divulgado de maneira decente? Não entendo.

Uma ação dessas merecia, no mínimo, maior divulgação pela Web.

E você, o que acha disso?


Dica da Taís.

segunda-feira, abril 09, 2007

A Reunião

Gerente de marketing apresentando o planejamento de lançamento do novo produto. Toda sua equipe em silêncio, prestando toda a atenção.

- Gente, para promover o lançamento do novo produto, vamos investir 1 milhão de reais em revistas, jornais e rádio.
- Mas chefe, nosso concorrente está investindo 120 milhões de dólares este ano!
- Não tem problema, nosso produto tem um diferencial pra atual linha.
- Mas chefe – outro responde – todos os nossos concorrentes já tem este diferencial que a gente tanto fala há dois anos no mercado.

Vem a exclamação inevitável: - chefe, vamos investir em mídias alternativas!

A gerente faz uma cara de perturbada, não pelo absurdo que ela está propondo, mas sim por se sentir contrariada, no alto de seu orgasmo criativo. E segue com a reunião, ignorando seus colaboradores.

Acreditem, isso aconteceu. E deve acontecer em muitos outros lugares. E eu me pergunto, é incapacidade de inovar ou medo?

“The two reasons people say no to your idea:
"It's been done before"
"It's never been done before“ (Seth Godin)

quarta-feira, abril 04, 2007

Com açúcar, com afeto



Foi nas grandes cidades que o conceito de “Third Place”, o terceiro lugar para se estar, depois da casa e do trabalho, fez sucesso. Com a falta de tempo, a violência e as longas distâncias separando as pessoas, locais como bares, cafés e até salões de beleza se tornaram essenciais para que as pessoas pudessem conviver e trocar experiências.

Na época atual, o “Third Place” parece ter se mudado para o mundo virtual, com o uso cada vez maior de e-mails e comunicadores instantâneos. Apenas parece, porque a marca que ajudou a difundir esse conceito no mundo inteiro prova que ele ainda é um modelo de negócios de sucesso.

A Starbucks surgiu com o lema de ser o local em que as pessoas pudessem se socializar e encontrar um senso de comunidade fora dos lares e dos escritórios. Por isso é que as lojas são todas desenhadas para dar o máximo de conforto possível e que os funcionários são treinados para atender com a maior presteza.

A sua filosofia é baseada no respeito aos relacionamentos, não apenas com clientes e parceiros, mas também com os seus fornecedores e funcionários. Relacionamentos lucrativos que movimentam vendas de mais de US$ 7,5 bilhões ao ano, e que em 14 anos, fizeram as ações valorizarem em cerca de 6.000%.

Números impressionantes que poderiam ser citados por horas... É por tudo isso que ela é a maior rede de cafeterias do mundo, com mais de 13 mil pontos espalhados em 39 países. Howard Schultz, presidente da companhia, espera que esse número chegue 40 mil até 2012.

Basta visitar uma das 3 lojas no Brasil pra ver que ele não está brincando...

Quer saber mais?
Starbucks | Dicionário das Marcas
Starbucks | Central de Cases ESPM
The Third Place

segunda-feira, abril 02, 2007

E os Blogs Corporativos?

Muito se fala de blogs hoje em dia, mas um blog mal feito é tão ruim ou pior que uma equipe de linha de frente mal treinada, porque a informação passada pode tomar dimensões muito maiores. Podemos comparar um blog mal feito a um atendimento por telemarketing, frustrante não?


Antes de criar um blog, a empresa deveria entender o conceito e a razão de se criar uma abertura para conversar com os clientes na internet, e não criar por puro modismo. Tenho alguns péssimos exemplos de blogs corporativos, como o da Americanas.com que até tiraram do ar. O que eles postavam eram ofertas de seus produtos, somente isso. E o do Google? Particularmente eu acho horrível, o que é postado na verdade são press releases falando das novidades (principalmente do orkut). Onde já se viu um blog sem possibilidade de comentários? E as conversações onde ficam? Quem diria hein Google...

Mas claro que existem bons exemplos, como o da Tecnisa. Acho bacana porque são postadas informações relevantes sobre o mercado imobiliário em geral, e a participação dos colaborades é muito ativa, respondendo as críticas e sugestões dos consumidores com muita agilidade e de uma forma muito humana, e não robotizada.

Mas com certeza o melhor exemplo que vi até hoje foi da Dreamhost, uma empresa de hospedagem de sites. Durante um período de três semanas, eles tiveram sérios problemas com os data centers e obviamente os sites hospedados foram prejudicados. A primeira reação dos clientes? Revolta total, porque teoricamente isso não deveria acontecer, mas a postura da empresa em relação ao problema e a forma transparente como eles detalharam e resolveram o problema gerou uma reação muito bacana frente aos clientes, é só dar uma olhada nos comentários e ver a resposta da galera. Acredito que a melhor forma de utilizar um blog é exatamente essa, criar um ambiente transparente para os consumidores e abrir espaço para um diálogo, coisa praticamente impossível com empresas travadas que utilizam o telemarketing como única forma de contato. Tendo essa abertura, é possível aplicar a estratégia de marketing alinhada com as ações de Relações Públicas, criando um um cenário de confiança para os consumidores e propício para influenciar em suas decisões de compra.

E o blog da Nextel, quer dizer, do Pimentel, o que vocês acham hein?

quinta-feira, março 29, 2007

Criação de personas










Parece que a utilização do método de criação de personas no planejamento de campanhas tem se refletido cada vez mais na própria mensagem da campanha. A nova campanha do Fiesta e a recente campanha do HSBC são bons exemplos do fenômeno. Como toda campanha online, quando assistidas por um bom plano de mídia conseguem atingir resultados surpreendentes.

quinta-feira, março 22, 2007

Reduce Reuse Recycle

Muito se fala em marketing social. É preciso ter cuidado! Uma coisa é ajudar, outra é acabar tendo seu produto ou marca rotulada de oportunista. Lembram-se da Red Bull e do buraco? Melhor mudar de assunto.

Mas eis que a neutralização de CO2 virou moda, e todo mundo resolveu embarcar. É empresa anulando viagens de executivos, celebridades que plantam florestas, todo mundo virou eco-bacana. Até uma cidade “CO2 Neutral” é proposta, patrocinada pela Toyota.



Eu gosto de ver a coisa por outro prisma. Acreditar que podemos ter boas ideias e dormir sabendo que fizemos um bem para planeta. E não se trata apenas de um projeto de sustentabilidade, mas de conceito empresarial.

O melhor dos exemplos eu conheci através da Ello Mobile, uma operadora de celular Belga diferente. Diferente porque seu modelo de negócios permite que 100% dos lucros da empresa, que iriam para o bolso de acionistas, seja usado em programas de sustentabilidade, seja a proteção de florestas no Sumatra ou escolas na América do Sul.

Outra grande sacada veio da Recycle Bank. A idéia aqui também é bacana. Você recebe um container com um código de barras. A medida em que você deposita lixo reciclável no container, ganha pontos, como um programa de milhas. Essas milhas podem ser trocadas por presentes em empresas parceiras do projeto. Ta achando que é merreca, então veja alguns dos parceiros: HP, Coca Cola, Toshiba, Starbucks, Timberland...

Olha só um caminhão recolhendo o lixo



Quer algo mais divertido? Então pense que daqui a pouco tempo, a sua balada quebradeira de todos os dias pode ser alto-sustentável. Como esta em Rotterdam, a Sustainable Dance Club. Pois é amigos, enquanto vcs dançam, sensores captam o movimento do pavimento através de molas e transformam isso em energia. Irado!

Acho que o recado que fica pra nós, marketeiros e publicitários de meia pataca, é que da pra ser criativo e ainda contribuir para que nossos filhinhos vivam num mundo melhor (que piegas...argh). Tipo essas japinhas simpáticas

sexta-feira, março 16, 2007

O mkt q faz diferença

Queremos tornar o AdRulez o mais democrático e colaborativo possível. Então pedimos a colaboração de pessoas diversas. Uma delas é nosso ex-sempre-mestre Marcelo Miyashita, professor e consultor de marketing.

Ele nos mandou um de seus textos mais bacanas. Vale a pena!

:: Muitas empresas têm área de marketing, mas será que ele é praticado mesmo? ::

“Pode-se presumir que sempre haverá necessidade de algum esforço de vendas, mas o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. A meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou o serviço se adapte a ele e se venda por si. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou o serviço disponível”. Peter Drucker.

Procuro apresentar como o marketing pode ser praticado de modo técnico, planejado, monitorado e mensurado, ou seja, uma visão estruturada dessa atividade que está cada vez mais profissional, mas que ainda carrega estigmas como “marketing é propaganda” ou “marketing só cuida da imagem”.

Sim. Marketing trabalha a imagem da organização e seus produtos. A propaganda é uma ferramenta eficaz na propagação de mensagens, mas, marketing, não é só comercial. É natural que as pessoas tenham esta percepção, afinal é a ponta do iceberg. É o que mais aparece. Só que há mais coisas debaixo d’água, coisas que não são tão visíveis e que fazem o dia-a-dia da prática. Que deve ser assimilada e difundida como filosofia, estruturada e executada com eficácia.

Praticar marketing é observar e captar informações e movimentos do mercado e, a partir disto, formular a proposta mais vantajosa dentro dos objetivos e propósitos do negócio. E para formular certo é preciso conhecer o cliente, suas necessidades, seu comportamento de compra e, principalmente, suas opções. Em marketing não há caro ou barato, quente ou frio, pesado ou leve, feio ou bonito – tudo depende com quem o cliente compara. Um jeans de R$ 500,00 pode ser caro, mas pode ser barato se este for percebido como uma opção similar a um jeans que tem preço de R$ 1000,00. Marketing desenvolve a percepção do quanto vale e não quanto custa, por isso enfatiza o atendimento das necessidades nem sempre lógicas e racionais, também, nem sempre ligadas a status e exclusividade.

Não basta só posicionar e buscar fazer melhor. Tem que fazer diferente, dentro do que o cliente valoriza. Isto é a chamada vantagem competitiva. Algo que você tem, e que o cliente dá importância e não consegue encontrar em outros.

Conceitos de valor.
Para construir percepção de produto ou serviço valioso, primeiro é preciso definir com quem sua proposta será comparada, essa atividade se chama “posicionamento” de marketing. Depois, deve se considerar as opções do cliente, entender como sua solução pode ser melhor dentro de seu propósito. Ou seja, não adianta oferecer o melhor que existe por um preço que o cliente não está disposto a pagar. Inclusive o cliente está cada vez menos disposto a isso, ele é mais pesquisador, argumentador e decidido. E isso não é só porque os tempos estão difíceis como muita gente alega. É porque as propostas e até as estratégias de marketing andam muito parecidas – conclusão, quando na visão do cliente, o produto X é igual a Y, ele vai levar sempre o mais barato, claro.

Quando isso acontece sua proposta vende por si mesma, sem depender exclusivamente da área de vendas. No entanto, é comum verificarmos produtos sem boas propostas de marketing, conseqüentemente, os clientes percebem e acaba sobrando para a área de vendas resolver. Se a proposta por si é vantajosa, a venda é facilitada, fala-se pouco de preço, muito de benefícios, a satisfação é imediata e, se na utilização atenderem a expectativa, cria-se reconhecimento. Ainda mais, se a empresa souber manter contato e relacionamento, cria-se reputação. Isso é marketing. Neste raciocínio todos integrantes da organização devem pensar marketing, visualizar o negócio e propor caminhos criativos para adicionar valor na relação com o cliente. Marketing, como filosofia, é função de todo integrante independente do seu departamento. Num pequeno negócio, o marketing deve estar na mentalidade e na atitude do empreendedor. É básico e é o que encontramos em empresários prósperos.

Práticas de marketing estruturadas.
Numa organização maior, além da postura de cada um, as atividades precisam ser coordenadas por uma equipe. O tamanho desta estruturação, a importância e a amplitude da sua contribuição para os negócios é diretamente proporcional à visão de marketing dos gestores. Em termos práticos, uma empresa pode estruturar três tipos de marketing: operacional, tático e estratégico. O marketing operacional é aquele que cuida das atividades operacionais sem desenvolver estudos e planos de mercado. A maioria das empresas pratica-o, é aquele departamento que cumpre as funções de produzir materiais de venda, atividades de comunicação interna, eventos corporativos, ações promocionais e até campanhas publicitárias. Na visão operacional, o marketing não é propositor, é executor das ações de comunicação. Esse é o marketing, infelizmente, mais praticado pelas organizações. E como é responsável só por execuções, muitos desses departamentos têm equipes reduzidíssimas que terceirizam várias operações.

Já o marketing de atuação tática, vai um pouco além. Tem proximidade muito grande com vendas e atendimento, com acesso a resultados e informações de mercado. É ativa no sentido de apresentar projetos de atuação, para resolução de problemas com soluções pontuais. Envolve-se com as decisões comerciais, a precificação e suas políticas de vendas, com os serviços de pós-venda e também com a gestão dos canais de distribuição e parceiros. Trabalha muito a tática da organização e influencia várias áreas, em virtude disso possui uma estrutura de pessoas maior com vários níveis e por vezes, dividida por área de atuação. Com gerentes de produto, promoção, propaganda, canal de distribuição e tudo que mereça atenção maior e pessoas concentradas para gerar soluções. A organização que dispõe de estrutura de marketing tático é agressiva, pois responde e ativa movimentos demandados pelo mercado.

E o melhor dos mundos é quando se trabalha marketing com postura estratégica. Capaz de operacionalizar, definir táticas e, num horizonte maior, propor planos mais complexos, monitorando a evolução de mercado. Para isso o marketing estratégico investe na captação e análise de informação de tudo que pode influir no sucesso do negócio. Também cuida da disseminação do conhecimento em toda organização, formando pensadores e estimulando idéias e propostas inovadoras. O marketing estratégico estuda o ontem e o hoje com vista no amanhã, desenvolve cenários e busca algo maior que boas táticas, busca a perenidade do negócio pelo alinhamento das suas intenções com os movimentos futuros do mercado.

Pouquíssimas empresas se estruturam para praticar marketing estratégico, algumas desenvolvem marketing tático e, a maioria, faz mesmo marketing operacional. A explicação para isso pode ser a limitação de capital, mas arrisco afirmar que a limitação é mesmo de entendimento da alta gestão – não é por nada que as estratégias de marketing andam tão parecidas. Então avalie o tipo de marketing que sua organização pratica e busque promover a atuação estratégica. Aquele que faz o negócio crescer com fundamentos bem definidos e planejados.

:: Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting. É professor e leciona nas instituições: Faculdade Cásper Líbero, Madia Marketing School, IMES, FGV EAESP GVpec, IBModa e UNIP. Conheça seu trabalho: www.consultoriademarketing.com.br ::

domingo, março 11, 2007

Amor barato

Antigamente, o máximo de personalização que um consumidor podia ter em relação a um produto era escolher as cores dele, ou quem sabe, um ou outro acessório diferente. E então veio a Apple e transformou o que era uma tendência em realidade, com seus I-mac’s, I-pod’s e I-tunes. E assim, ela solidificou a sua filosofia de inspirar a criatividade e a singularidade de cada um.

Ela e outras marcas perceberam a necessidade das pessoas de se sentirem como indivíduos únicos. Desde então, muitas outras aderirem à tendência de incentivar os consumidores a interagirem com a marca. Primeiro com os produtos, depois com ações promocionais do tipo culturais até chegar a própria mídia. Hoje em dia, a participação do público chegou até a criação dos próprios comerciais das marcas. É o tal do CGM, CGC e outros “C” que têm ditado as últimas tendências de comunicação.

Mas até que ponto os consumidores são realmente são responsáveis por esse conteúdo e os tais “donos da festa”? Será que essa aparente boa-vontade das marcas não seria mais um dos artifícios marketeiros para trazer mais venda, dando aos clientes à falsa sensação de que eles são os principais criadores e responsáveis pelos produtos?

Por mais que a individualidade (?) seja um conceito up to date do marketing, as pessoas continuam consumindo, o que os poderosos querem que elas consumam” (1). Quando a Nike convida os consumidores a criarem seus próprios tênis, customizando os modelos através do NikeID, ela apenas muda a forma como os consumidores podem adquirir o produto. Ou quando a Dove dá a chance de “mulheres reais” participarem de seus comerciais, ela apenas muda os personagens de sua campanha em prol de um novo posicionamento.

Então, talvez essa necessidade de individualidade, ao mesmo tempo que é uma tendência real, também existe dentro de um limite. A participação do indivíduo no consumo talvez seja apenas uma sensação ilusória de liberdade criativa, visto que interagimos a partir de um modelo semipronto. E quando o fazemos também é baseado sobre um ponto-de-vista já influenciado por um pensamento produzido pela indústria de cultura e entretenimento.

Será que estamos mesmo no controle?

Quer saber mais?
(1) "O marketing pós-moderno" | Fred Tavares
How to crash the party | brandchannel.com
Brands and CGM | cgm

quinta-feira, março 08, 2007

O Marketeiro Irado!

Não pude deixar de dar uma atenção ao meu amigo Edu, que ao saber do Adrulez, tomou coragem para expressar seu lado "O Marketeiro Irado!". Vejam que desabafo:

"VELHOS MARKETEIROS, NOVOS CONSUMIDORES

O que está passando na cabeça dos marketeiros atuais? Sinceramente não tenho a mínima idéia. E as vezes me sinto até com vergonha de preguntar, já que sou um deles.
Minha indignação baseia-se nos seguintes pontos:
- A internet brasileira tem a maior taxa de crescimento do mundo.
- O Brasil está entre as dez nações com o maior número de internautas.
- O brasileiro passou o americano no que se refere a tempo gasto na Internet por dia.

Diante dessa realidade a verba de comunicação gasta no país em Internet cresce de maneira ridicula. E quando acontece, ocorre de maneira completamente fora de atingimento de público.

Os dados quantitativos já foram expostos acima. Agora analisemos,a situação de maneira qualitativa. De que maneira a Internet brasileira está crescendo: sites de reacionamento e blogs me parecem ser os grandes atores desse novo filme.

Basta analisar a reação da Google com o crescimento do Orkut. E o Orkut é literalmente um site de relacionamento composto por 80% de brasileiros. Blogs - estamos em um agora. Tomou o mercado de site de notícias, por uma simples razão. É o meio mais democrático de divulgação de noticias, pessoais ou sociais.

Peço dessa maneira a todos os marketeiros de plantão, acordem! Os jovens brasileiros são completamente conectados, falaz na linguagem do www, diminuiram as palavras e deram outros valores para as letras do alfabeto.

Aos meios de comunicação tradicionais apenas um comentário: ou mudam, ou adeus. Farão parte da história falida da comunicação brasileira, pois não viram uma simples coisa: o jovem brasileiro não pega na mão, ele apenas tecla.

Edú"

Taí um ponto de vista singular. Seria confortante se eu pudesse acreditar que as novas gerações de profissionais de marketing terão um mindset mais aberto.

Edú, aguardamos mais colaborações