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quarta-feira, outubro 31, 2007

What do I do when I want to do everything?

Se você é do tipo "eclético", que gosta de "tudo um pouco", você sempre sera um mestre do nada. Um "generalista". "Superficial". Aquele que sabe um pouco de tudo, e muito de nada. Certo?

Esse pensamento me assombrou a vida toda pelo fato de eu gostar tanto de design, e de internet, planejamento, atendimento, marketing, um pouco de tecnologia e porque não, criação. Por eu nunca ter decidido ao certo que caminho trilhar e ter medo de acabar fazendo algo que eu não gosto por não conseguir me decidir por uma área.

Parece um pouco de auto-ajuda, e talvez seja mesmo. Mas Oliver Burkeman, na sua coluna semanal no jornal The Guardian falou sobre as pessoas denominadas Scanners. O tipo que não consegue escolher uma prioridade, não por falta de identidade ou personalidade, mas porque se fascina facilmente por coisas demais.

Segundo Barbara Sher, que criou esse termo, ter apenas um foco acaba inibindo a ação. E claro que há um limite pra isso, mas ser especialista em algo não eh necessariamente ser melhor.

Conversa de auto-ajuda a parte, acredito mesmo que não há nada de errado em se interessar pelas coisas, no minimo, em um "papo de boteco" voce vai se dar bem e quem sabe voce não impressiona um dono de agencia por lá?
;-)

terça-feira, outubro 02, 2007

As maletas de Tulse Luper

Peter Greenaway, o cineasta britânico famoso por alimentar a rebelde afirmação de que "o cinema está morto", esteve no Brasil neste final de semana abrindo o 16º Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc Videobrasil. Seu discurso prega a ruptura do padrão linear de narrativa do cinema contemporâneo, e os 50 minutos de filmes exibidos ao ar livre na Av. Paulista neste domingo foi a maior prova de que Peter está falando bastante sério.

Três grandes telões exibiam cenas montadas na hora pelo diretor, acompanhados por um DJ que também trabalhava ao vivo. "Estonteante" - se é que uma palavra é capaz de resumir toda a experiência. O vídeo abaixo não foi filmado aqui no Brasil, mas mostra uma outra apresentação ao vivo do mesmo filme: The Tulse Luper Suitcases.



O diretor brindou o público com cenas fortíssimas e reflexões inteligentes a céu aberto. E provou que existem muitas formas de se contar uma história sem precisar recorrer à cronologia, ao linear, e o mais impressionante: às palavras.

"O cinema como meio de comunicação de idéias está morto. A produção contemporânea é entediante. Em 10 minutos de filme já se sabe o que vai acontecer, como vai acontecer e de que forma vai terminar. A psiquê humana precisa de novidades. O cinema precisa desesperadamente ser reinventado, assim como qualquer mídia tem que se reinventar (...) Esses 112 anos foram apenas o prólogo do cinema"
Peter Greenaway

segunda-feira, outubro 01, 2007

Apple e o Think Different

Interessante a relação entre os dois vídeos abaixo.

O primeiro deles é um antigo anúncio da Apple que valoriza aqueles que pensam diferente e que, de uma forma ou de outra, "empurram a humanidade para frente". Uma relíquia da publicidade.



O segundo vídeo é um protesto contra a Apple, feito por usuários que desenvolveram aplicativos para o iPhone que foram bloqueados na última atualização do software do aparelho. A Apple, que sempre incentivou a colaboração ativa de seus clientes, agora bloqueia todos os iPhones que foram desbloqueados mundo afora e impede que eles aceitem os aplicativos mostrados abaixo.



---x---

Perguntas que não querem calar:
- O mundo está pronto para o software (e hardware) livre?
- Para mashups, remakes e outras proezas criadas por pessoas comuns?
- Para o Creative Commons e para o fim dos direitos autorais restritivos?

Durma com esse barulho =P

via Update or Die

UPDATE:
A Nokia aproveitou o burburinho e deu um tapa com luva de pelica na Apple.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Eles já foram além

O texto do Fabrício abaixo merecia uma continuação. Porque não trata apenas de um prêmio pela conquista da lua.

Esta é a segunda iniciativa da XPrize, uma organização financiada por malucos que dão dinheiro a quem conquistar feitos memoráveis. Foi assim em 4 de Outubro de 2004, quando o SpaceShipOne decolou no deserto de Mojave, tornando-se a primeira aeronave a circular 100 km acima da superfície da Terra, duas vezes em um espaço de duas semanas.


Agora o Google vem com essa. Que beleza! É mais uma iniciativa do bem!

Não vou entrar na discussão “mas toda empresa que investe nesse tipo de iniciativa espera algo em troca”. Até porque eu acho que é melhor fazer esperando algo em troca do que não fazer $%&@# nenhuma! (putz, já entrei...).

Mas não foi o mesmo Google que resolveu dar US$10 milhões pra quem pesquisar e descobrir novas tecnologias sobre carros elétricos? Aqui no AdRulez inclusive escrevemos sobre o chamado “marketing social”.

Eu fico muito feliz em ver iniciativas como esta, que extrapolam as ações de responsabilidade social. Pode soar perigoso (e merece outro post), mas cada vez mais perco a fé no governo para acreditar meu destino a empresas que buscam algo melhor pra todos nós.

Conheça outras iniciativas bacanas

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Recycle Bank
Ello Mobile
Velib
Sustentabilidade no Springwise

sexta-feira, agosto 10, 2007

Declaremos guerra!

A velha tática de tentar desqualificar aquilo que te incomoda... Que coisa mais antiga, hein Estadão. Muito "inho" pra quem se intitula "ão".



Mas olha, não tem problema, até porque os blogs do seu sitio tem conteúdo extremamente relevante. Olha só esse exemplo:


Exemplo de punição a policial tailandês: lição para os machos

09.08.07

Punição a maus policiais: vergonha
por Marcos Guterman, Seção: Ásia, Todo mundo s 20:05:51.

A Tailândia determinou que policiais que cometam pequenas infrações, tais como chegar atrasado ao trabalho, sofram punição exemplar: eles terão de usar publicamente braçadeiras ou máscaras com desenhos da Hello Kitty, a conhecida grife japonesa para meninas. O vexame serve para que os policiais “se sintam culpados e envergonhados, impedindo que eles repitam o erro, não importa sua dimensão”, justificou o coronel Pongpat Chayaphan, chefe policial de Bancoc.


Que bacana! Podia ficar sem essa, né?

E tem outros gênios, especialistas em 3 ou 4 assuntos ao mesmo tempo. Como o Luiz Zanin que escreve sobre cinema, política e futebol. Super especializado! Ou o Felipe Machado, que "passa o dia tentando entender o que se passa na cabeça das mulheres"

Faz o seguinte Felipe, passe um dia tentando entender o que se passa na cabeça do pessoal de mkt do Estadão, que tal?

Inspirado na polêmica do dia, no B9

sexta-feira, agosto 03, 2007

A bolha do Second Life

Há tempos eu não voltava ao Webinsider, por ter sentido que os textos mais recentes vêm assumindo forte caráter de "auto-ajuda da internet" (ou "guia prático de como sobreviver online"), deixando de lado a natureza crítica e a abordagem de assuntos inovadores que possuía antigamente.

Mas hoje, olhando o feed do site, encontrei o texto "Second Life: muito barulho por (quase) nada", do Juliano Spyer. Muito bacana! Acho que a mídia está começando a enxergar algo que sempre defendi calado, com medo de parecer anti-evolucionista ou conservador: a internet não está pronta para o Second Life e o Second Life não está pronto para a internet.

O problema fica mais óbvio quando olhamos para o mercado brasileiro. As grandes empresas têm investido rios de dinheiro em uma plataforma de baixíssima audiência, simplesmente pelo hype (já não tão hype assim) de estarem lá dentro. Novos projetos são criados, novos profissionais contratados; mas as pessoas - tirando os raros aficcionados - não vêm graça alguma naquilo tudo. Uma mini-bolha na internet. E o SL em si, vamos combinar: está longe de ser minimamente usável pelos modems de 256kbps que temos no Brasil.

Uma grande mudança precisa acontecer para o Second Life emplacar.

(O texto do webinsider faz referência a esse outro texto aqui, do Chris Anderson - autor do excelente The Long Tail)

Update: a Wired também publicou um ótimo artigo sobre o assunto.

quinta-feira, julho 26, 2007

Busca de mínimo impacto


Por vezes pego-me pensando em como reduzir o consumo de energia em casa e no trabalho, além das tradicionais luzes econômicas e outros mecanismos. Sem dúvida, minha maior fatia no consumo de energia está no uso de computadores (quase 12h/dia).

Pensando nesta questão, a australiana Heap Media desenvolveu a mais recente iniciativa de navegação ecologicamente correta: o Blackle.

Esta versão dark do Google reduz em até 20% o consumo de watts/h, quando comparado a uma tela de exibição branca.

Segundo as contas do americano Mark Ontkus, se usássemos o Blakle como buscador padrão, economizaríamos 750 megawatts-hora por ano.

Imagine só: um dos maiores vilões de consumo de energia, o aparelho de ar-condicionado, consome em média 1 mWh por ano!

Acho estranho tão poucos blogs terem falado sobre isso. Peço a ajuda de todos na divulgação desta ferramenta.


Dica da Taís.


Fonte:

Greenpeace


Mais:

Black Google

Cool Hunting

Advertising for peanuts

Não aguento mais!











O Não Aguento Mais é uma espécie de blog onde os usuários enviam seus desabafos sobre os políticos brasileiros. Um canal bacana para se divulgar as pequenas impunidades regionais ou angariar maior número de assinaturas nos abaixo-assinados políticos. Uma pena que o site em si não proponha nada prático e acabe funcionanto apenas como uma descarga de palavrões e inconformismo de cidadãos indignados.

Link

quarta-feira, julho 18, 2007

A Importância da Missão das Empresas

Uma das primeiras coisas que aprendemos quando entramos na faculdade é da importância da missão e visão das empresas. Pois são aquelas palavras que devem nortear as decisões das coorporações.

Mas disso todos sabemos. Somos profissionais, competentes e éticos. E por isso, gostaria de, "plagiando" a CBN de hoje, deixar a missão de uma empresa para que possamos refletir um pouco

"Missão da Infraero:
Atender às necessidades da sociedade relativas à infra-estrutura aeroportuária e aeronáutica, de modo a contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil, primando pela eficiência, segurança e qualidade".

Ainda bem que nunca acreditei no ministro Mantega, que diz que a crise aérea é fruto da "prosperidade".

quarta-feira, julho 11, 2007

Nossos queridos clientes

É sempre assim: a criação reclama do atendimento, a mídia reclama do atendimento, mas o atendimento não pode reclamar de ninguém. Se reclamar da criação fica sem job no prazo necessário, mesmo acontece com as outras áreas, e se reclamar do cliente perde a conta.

Mas como a internet permite toda essa maravilha de livre expressão e colaboração, aproveito para compartilhar 3 pérolas geradas por clientes diversos, que atendi em algum momento desde que entrei nesse mundo "glamouroso".

Primeira, por email:
"Felipe, por favor me enviar o Pantone do site para podermos utilizar as mesmas cores nas outras peças."

(Para quem não entendeu, cabe ler um pouco sobre Pantone, que não pertence a realidade do mundo online)

Segunda, por email:
"Felipe, o objetivo de comunicação é adaptar o filme para o meio online"

(Vou usar esse email para provar para os professores das faculdades que não adianta nada ensinar conceito das coisas, sempre tem um que vai para o bar beber e depois vira cliente)

Terceira, pessoalmente:
"Queremos o layout do site mais moderno, algo que ninguém tenha visto nesse mercado. Tem que ser inovador mesmo, sugiro vocês voltarem para a agência, fumarem um baseado e voltarem com uma proposta mais diferente."

(Falei para o diretor de arte que me acompanhava pedir nota fiscal do "material de trabalho" sugerido para pedirmos reembolso)

Viu como ser atendimento é divertido!? =P
Quem tem mais para contar!?

O que é efetividade?

Fiquei intrigado com uma coisa: uma empresa cria um hotsite para o divulgar condição de patrocinadora do Pan. Mais uma ação de CGM. Vamos todos participar!



24 vídeos são “uploadados” e 7 mil votos são dados. Essa foi uma ação de sucesso? E por favor, não é uma pergunta cheia de ironia e crítica, mas me pergunto se não nos deixamos levar por modismos...

Alguém se lebra da ação de Halls? Não lembro exatamente quantos, mas foram poucos vídeos criados, de qualidade questionável. Vejam no site, nunca foi tão fácil ganhar um iPod.

Então fica a dica: quer ganhar um presentinho fácil fácil? Tente essa promoção da Sadia.

quinta-feira, junho 14, 2007

Mais um pouco de Search

O Hitwise divulgou recentemente mais um estudo sobre o share que cada ferramenta de busca possui no mercado, e é óbvio que o Google ficou na frente novamente, mas dessa vez com 64,8% das buscas na web, uma vantagem esmagadora sobre o Yahoo! que possui 21,7%. Pra quem usa ambos os buscadores, vale a pena dar uma olhada no Search Bot, um site de busca que apresenta os resultados dos dois gigantes da internet.

Mas o mais interessante é que quando eu fiz uma busca pela palavra-chave futebol no Search Bot, as redes sociais como Flickr, YouTube, Wikipedia, Delicious e Technorati apareceram na primeira página de resultados. Hum, isso não acontecia há alguns meses atrás. Bom, isso é uma clara afirmação que os buscadores também consideram que as redes sociais são muito relevantes para os usuários. Então o Google que se prepare, quem sabe essa força que o Yahoo! tem nas redes sociais não será o seu “Tipping Point” para reverter o jogo das buscas na web.

Fonte:
Google Underground
Geek

YouTube traz nova versão da página de vídeos

Já repararam que as páginas de vídeos do YouTube agora trazem um novo link?



Clicando neste link você passa a ver a nova versão da página de vídeos (ainda em beta). Ela teve sua arquitetura de informação redesenhada, com alguns pequenos ajustes no design.

O link então muda para:



É uma tendência crescente que os sites recolham a opinião dos usuário antes de fazer uma mudança em sua estrutura. Ainda mais em um site tão usado quanto o YouTube, onde os usuários já tiveram uma longa curva de aprendizado e estão acostumados com suas diversas funcionalidades. É só uma pena que o feedback (let us know) seja feito pura e simplesmente com o envio de um e-mail para os administradores do site. Eles poderiam ter preparado um formulário mais amigável e específico para as mudanças que estão em teste.

Particularmente, não acho que as mundanças na página tenham sido tão interessantes para justificar o ato da mudança em si - e todos os usuários reaprenderem a utilizar a página. De qualquer forma, já mandei o meu feedback, por e-mail mesmo =)

E você, o que achou da nova página?

segunda-feira, junho 11, 2007

E o logo das olimpíadas de Londres?





















Tá, falar desse assunto pode ser chover no molhado, já que 12 em cada 10 blogs de publicidade, design ou esportes falaram disso na última semana. Mas não custa levantar a discussão para novos públicos.

O logo dos jogos olímpicos de Londres é feio e custou caro. Desobedece dezenas de regras de um bom design, incluindo as básicas de legibilidade e rápida associação à idéia que se deseja transmitir. Mas já repercutiu mais do que qualquer outro logo de jogos olímpicos da história - e há quem diga que isso já é um grande mérito.

Talvez o vídeo abaixo ajude um pouco a defender o visual... hmmm... "exótico" do logo. Talvez sejam nossos olhos que estejam desacostumados com qualquer arte que rompa com os padrões visuais vigentes. Ninguém aceita rupturas com muita facilidade, certo?


E você? O que acha?

segunda-feira, maio 14, 2007

Os Sete Encartes Capitais

Ok, o título doeu, mas vai melhorar...

Uma das vantagens de trabalhar em marketing é ser paparicado. Recebo várias revistas no escritório. Algumas eu adoro. Outras quem aproveita é minha sogra...

O fato é que ontem tive o prazer de abrir a Cláudia, da Abril. E lá dentro tinham 7, “SETE” encartes de diferentes empresas, de diferentes formatos, com diferentes approachs a uma "mesma" consumidora (editoras pensam assim, tadinhas).

A primeira coisa que pensei foi: “que coisa mais chata...” antes do eu-marketeiro questionar: “será que estas ações são efetivas?”. Não quero tirar conclusões preciptadas, mas um encarte desse não é barato! E no meio de tanta informação, será que o encarte não se perde!?

Pra piorar, enquanto escrevia este texto, li aqui sobre outro triste momento da propaganda brasiliera.

Isso é falta de estratégia. Fazer um ppt em março traçando ações sazonais por conta do calendário promocional não é estratégia de marketing. Aliás, que tal a gente exaltar não só os grandes criativos, mas também os grandes planejadores de marketing?!

Aliás, onde estão eles? Aliás, eles existem?

Se você conhece um grande planejador de marketing, apresente-me por favor. Quero uma foto, um autógrafo e um fio de cabelo.

Quer mais?
Conheça bons marketeiros aqui e sugira outras boas palestras nos comentários.
Ken Schmidt – Make Some Noise
Seth Godin - Greater Talent Speakers Bureau

terça-feira, maio 01, 2007

É melhor ser alegre que ser triste?



David desconfia de gente feliz demais. Tipo aquelas de comerciais de margarina ou de Molico. Porque ninguém é 100% feliz e a propaganda devia mostrar isso. Seria natural se ele não fosse planejador da DDB de Londres. Mas é o que ele pensa e até inventou um termo que traduz esse pensamento e pode até soar meio “emo”: sad-vertising. Uma propaganda "triste", seria menos artificial e mais profunda, mais verdadeira.

Assim, mais do que bem-humorados e descontraídos, os anúncios deveriam refletir os nossos sentimentos mais complexos e as nossas mais profundas emoções humanas, mesmo que não sejam totalmente positivas, como a tristeza, a raiva, o medo ou o ciúme.

No artigo em que apresenta o termo, ele até compara as marcas com pessoas e questiona se sairíamos com alguém que tem apenas qualidades, disfarçada em sua aparente felicidade, mas totalmente “fake” ou preferiria alguém mais parecido com você, verdadeiro em seus defeitos e fraquezas?

Pois pra ele, mais do que apenas agradar, uma propaganda tem que fazer sentido e causar identificação. E as marcas têm que ter coragem para despertar no consumidor algo que não seja necessariamente alegre.

E você, o que acha disso?


Quer saber mais?
The Admap article in full | Feel anything?
Sad-vertising | estalo.org
Should Ads Be Happy? | Scamp

domingo, abril 22, 2007

Hollywood



High School Musical é um musical sobre dois adolescentes que não têm nada a ver um com o outro e acabam se apaixonando. Um “Grease” teen e piorado. Sem o charme do John Travolta e da Olivia Newton-John, e ainda por cima, produzido pela Disney para a TV. Mas críticas cinéfilas à parte, tornou-se uma franquia de sucesso, tanto quanto Harry Potter ou Rebelde.

O filme bateu o recorde de audiência na TV em sua estréia, fora os DVD's vendidos, e coleciona prêmios como o Emmy e o DGA, assim como a trilha-sonora, que tem milhões de cópias vendidas no mundo todo. É um multi-fenômeno.

Uma prova da força de uma nova geração de consumidores multimídia. Nascidos nos anos 90, são jovens acostumados a lidar com diversas mídias ao mesmo tempo, pois a utilizam não só para se informar, como faziam as gerações anteriores, mas também para se socializar e se divertir. Assim, eles carregam Troy e Gabriella, personagens do HSM, no celular, no iPod, nos cadernos do colégio, no fundo de tela do Messenger e pagam até 600 reais para vê-los no show...



Mas embora o comportamento esteja de acordo com a nossa época, no fundo, ainda somos “como nossos pais”. E a cultura de massa continua se apropriando de elementos comuns reciclados para criar grandes produtos de consumo. Reproduzem estereótipos e trabalham sobre lugares-comuns, como a “nerd” e o “brutamontes” que vão contra tudo e todos para finalmente, viver um grande amor.

Sendo bem pessimista, é um dos maiores exemplos de uma indústria que continua a homogeneizar e alienar. Afinal, a “cultura” é o ópio do povo...

Quer saber mais?
Y-Trends - Tendências . Comportamento . Consumo Jovem
Generation M: Media in the lifes of 8-18 years old
Identidades culturais na pós-modernidade

quinta-feira, abril 19, 2007

É hora de ficar com medo?

É, a compra do YouTube pelo Google gerou muito mais discussão, mas acredito que a aquisição da DoubleClick vai gerar uma revolução no mercado.

Quem lembra do Urchin? Era um software de sucesso que fazia o tracking das campanhas de publicidade online. Era pago, e hoje se tornou o Google Analytics, um serviço fantástico e gratuito. Com a DoubleClick pode acontecer o mesmo, daqui um tempo provavelmente teremos o serviço de AdServer gratuito.

É...mas o que é AdServer? É um serviço que faz a entrega das peças, controla a quantidade de impressões e tem algumas funções que ajudam na segmentação da campanha.

E como isso vai afetar o mercado? Bem, o Google sabe que a mídia gráfica é tão importante quanto o seu modelo de negócios, Links Patrocinados e AdSense, e muito mais atraente quando se trata de branding, então por que não entrar de cabeça nessa área também?

Com a utilização de um AdServer gratuito, muitas empresas, agências e veículos terão um controle maior sobre suas campanhas e conseguirão mensurar melhor seus investimentos. Será um passo importante pra tentar tirar do mercado os sites (veículos) que utilizam robôs pra gerar e vender uma falsa audiência, gerando péssimos resultados nas campanhas e denegrindo a imagem da publicidade online, além de desbancar agências que camuflam relatórios de entrega de suas campanhas. Querendo ou não, grande parte do mercado de internet ainda é amador, acredito que, caso tenhamos um Adserver gratuito, isso ajudará muito a tornar o mercado de internet mais profissional, eficiente, e quem sabe atrair maiores investimentos para a mídia online.

Ah, isso sem falar no Long Tail. Há também a possibilidade das peças gráficas começarem a ser comercializadas por leilão, como se faz no AdWords. Vai ser interessante ver pequenos anunciantes com banners por toda rede adsense!

Minha expectativa é de que com um AdServer gratuito, teremos acesso a informações mais concretas e não manipuladas sobre os veículos, além de ter em mãos outros dados além de pageviews para fazer um planejamento de mídia online.

Talvez isso nem se torne gratuito, e tudo que disse foi besteira e em vão. Mas caso contrário, será que não é hora do Yahoo! e Microsoft ficarem com um pouco mais de medo do Google?

segunda-feira, abril 02, 2007

E os Blogs Corporativos?

Muito se fala de blogs hoje em dia, mas um blog mal feito é tão ruim ou pior que uma equipe de linha de frente mal treinada, porque a informação passada pode tomar dimensões muito maiores. Podemos comparar um blog mal feito a um atendimento por telemarketing, frustrante não?


Antes de criar um blog, a empresa deveria entender o conceito e a razão de se criar uma abertura para conversar com os clientes na internet, e não criar por puro modismo. Tenho alguns péssimos exemplos de blogs corporativos, como o da Americanas.com que até tiraram do ar. O que eles postavam eram ofertas de seus produtos, somente isso. E o do Google? Particularmente eu acho horrível, o que é postado na verdade são press releases falando das novidades (principalmente do orkut). Onde já se viu um blog sem possibilidade de comentários? E as conversações onde ficam? Quem diria hein Google...

Mas claro que existem bons exemplos, como o da Tecnisa. Acho bacana porque são postadas informações relevantes sobre o mercado imobiliário em geral, e a participação dos colaborades é muito ativa, respondendo as críticas e sugestões dos consumidores com muita agilidade e de uma forma muito humana, e não robotizada.

Mas com certeza o melhor exemplo que vi até hoje foi da Dreamhost, uma empresa de hospedagem de sites. Durante um período de três semanas, eles tiveram sérios problemas com os data centers e obviamente os sites hospedados foram prejudicados. A primeira reação dos clientes? Revolta total, porque teoricamente isso não deveria acontecer, mas a postura da empresa em relação ao problema e a forma transparente como eles detalharam e resolveram o problema gerou uma reação muito bacana frente aos clientes, é só dar uma olhada nos comentários e ver a resposta da galera. Acredito que a melhor forma de utilizar um blog é exatamente essa, criar um ambiente transparente para os consumidores e abrir espaço para um diálogo, coisa praticamente impossível com empresas travadas que utilizam o telemarketing como única forma de contato. Tendo essa abertura, é possível aplicar a estratégia de marketing alinhada com as ações de Relações Públicas, criando um um cenário de confiança para os consumidores e propício para influenciar em suas decisões de compra.

E o blog da Nextel, quer dizer, do Pimentel, o que vocês acham hein?

sexta-feira, março 16, 2007

O mkt q faz diferença

Queremos tornar o AdRulez o mais democrático e colaborativo possível. Então pedimos a colaboração de pessoas diversas. Uma delas é nosso ex-sempre-mestre Marcelo Miyashita, professor e consultor de marketing.

Ele nos mandou um de seus textos mais bacanas. Vale a pena!

:: Muitas empresas têm área de marketing, mas será que ele é praticado mesmo? ::

“Pode-se presumir que sempre haverá necessidade de algum esforço de vendas, mas o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. A meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou o serviço se adapte a ele e se venda por si. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou o serviço disponível”. Peter Drucker.

Procuro apresentar como o marketing pode ser praticado de modo técnico, planejado, monitorado e mensurado, ou seja, uma visão estruturada dessa atividade que está cada vez mais profissional, mas que ainda carrega estigmas como “marketing é propaganda” ou “marketing só cuida da imagem”.

Sim. Marketing trabalha a imagem da organização e seus produtos. A propaganda é uma ferramenta eficaz na propagação de mensagens, mas, marketing, não é só comercial. É natural que as pessoas tenham esta percepção, afinal é a ponta do iceberg. É o que mais aparece. Só que há mais coisas debaixo d’água, coisas que não são tão visíveis e que fazem o dia-a-dia da prática. Que deve ser assimilada e difundida como filosofia, estruturada e executada com eficácia.

Praticar marketing é observar e captar informações e movimentos do mercado e, a partir disto, formular a proposta mais vantajosa dentro dos objetivos e propósitos do negócio. E para formular certo é preciso conhecer o cliente, suas necessidades, seu comportamento de compra e, principalmente, suas opções. Em marketing não há caro ou barato, quente ou frio, pesado ou leve, feio ou bonito – tudo depende com quem o cliente compara. Um jeans de R$ 500,00 pode ser caro, mas pode ser barato se este for percebido como uma opção similar a um jeans que tem preço de R$ 1000,00. Marketing desenvolve a percepção do quanto vale e não quanto custa, por isso enfatiza o atendimento das necessidades nem sempre lógicas e racionais, também, nem sempre ligadas a status e exclusividade.

Não basta só posicionar e buscar fazer melhor. Tem que fazer diferente, dentro do que o cliente valoriza. Isto é a chamada vantagem competitiva. Algo que você tem, e que o cliente dá importância e não consegue encontrar em outros.

Conceitos de valor.
Para construir percepção de produto ou serviço valioso, primeiro é preciso definir com quem sua proposta será comparada, essa atividade se chama “posicionamento” de marketing. Depois, deve se considerar as opções do cliente, entender como sua solução pode ser melhor dentro de seu propósito. Ou seja, não adianta oferecer o melhor que existe por um preço que o cliente não está disposto a pagar. Inclusive o cliente está cada vez menos disposto a isso, ele é mais pesquisador, argumentador e decidido. E isso não é só porque os tempos estão difíceis como muita gente alega. É porque as propostas e até as estratégias de marketing andam muito parecidas – conclusão, quando na visão do cliente, o produto X é igual a Y, ele vai levar sempre o mais barato, claro.

Quando isso acontece sua proposta vende por si mesma, sem depender exclusivamente da área de vendas. No entanto, é comum verificarmos produtos sem boas propostas de marketing, conseqüentemente, os clientes percebem e acaba sobrando para a área de vendas resolver. Se a proposta por si é vantajosa, a venda é facilitada, fala-se pouco de preço, muito de benefícios, a satisfação é imediata e, se na utilização atenderem a expectativa, cria-se reconhecimento. Ainda mais, se a empresa souber manter contato e relacionamento, cria-se reputação. Isso é marketing. Neste raciocínio todos integrantes da organização devem pensar marketing, visualizar o negócio e propor caminhos criativos para adicionar valor na relação com o cliente. Marketing, como filosofia, é função de todo integrante independente do seu departamento. Num pequeno negócio, o marketing deve estar na mentalidade e na atitude do empreendedor. É básico e é o que encontramos em empresários prósperos.

Práticas de marketing estruturadas.
Numa organização maior, além da postura de cada um, as atividades precisam ser coordenadas por uma equipe. O tamanho desta estruturação, a importância e a amplitude da sua contribuição para os negócios é diretamente proporcional à visão de marketing dos gestores. Em termos práticos, uma empresa pode estruturar três tipos de marketing: operacional, tático e estratégico. O marketing operacional é aquele que cuida das atividades operacionais sem desenvolver estudos e planos de mercado. A maioria das empresas pratica-o, é aquele departamento que cumpre as funções de produzir materiais de venda, atividades de comunicação interna, eventos corporativos, ações promocionais e até campanhas publicitárias. Na visão operacional, o marketing não é propositor, é executor das ações de comunicação. Esse é o marketing, infelizmente, mais praticado pelas organizações. E como é responsável só por execuções, muitos desses departamentos têm equipes reduzidíssimas que terceirizam várias operações.

Já o marketing de atuação tática, vai um pouco além. Tem proximidade muito grande com vendas e atendimento, com acesso a resultados e informações de mercado. É ativa no sentido de apresentar projetos de atuação, para resolução de problemas com soluções pontuais. Envolve-se com as decisões comerciais, a precificação e suas políticas de vendas, com os serviços de pós-venda e também com a gestão dos canais de distribuição e parceiros. Trabalha muito a tática da organização e influencia várias áreas, em virtude disso possui uma estrutura de pessoas maior com vários níveis e por vezes, dividida por área de atuação. Com gerentes de produto, promoção, propaganda, canal de distribuição e tudo que mereça atenção maior e pessoas concentradas para gerar soluções. A organização que dispõe de estrutura de marketing tático é agressiva, pois responde e ativa movimentos demandados pelo mercado.

E o melhor dos mundos é quando se trabalha marketing com postura estratégica. Capaz de operacionalizar, definir táticas e, num horizonte maior, propor planos mais complexos, monitorando a evolução de mercado. Para isso o marketing estratégico investe na captação e análise de informação de tudo que pode influir no sucesso do negócio. Também cuida da disseminação do conhecimento em toda organização, formando pensadores e estimulando idéias e propostas inovadoras. O marketing estratégico estuda o ontem e o hoje com vista no amanhã, desenvolve cenários e busca algo maior que boas táticas, busca a perenidade do negócio pelo alinhamento das suas intenções com os movimentos futuros do mercado.

Pouquíssimas empresas se estruturam para praticar marketing estratégico, algumas desenvolvem marketing tático e, a maioria, faz mesmo marketing operacional. A explicação para isso pode ser a limitação de capital, mas arrisco afirmar que a limitação é mesmo de entendimento da alta gestão – não é por nada que as estratégias de marketing andam tão parecidas. Então avalie o tipo de marketing que sua organização pratica e busque promover a atuação estratégica. Aquele que faz o negócio crescer com fundamentos bem definidos e planejados.

:: Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting. É professor e leciona nas instituições: Faculdade Cásper Líbero, Madia Marketing School, IMES, FGV EAESP GVpec, IBModa e UNIP. Conheça seu trabalho: www.consultoriademarketing.com.br ::